Magia do Imaginário

Um blog para entreter a alma e o pensamento, passar o tempo a fazer "nada", deixar fluir tudo aquilo que nos passa dentro, sem fazer juízos, viver um momento de cada vez, só isso!

Dos meus para nós. E é incrível...

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E é incrível como tudo mudou até aos dias de hoje. Ainda me lembro da primeira máquina de lavar roupa e a de lavar louça que os meus pais compraram lá para casa. A minha mãe sempre foi tão conservadora quanto evolucionista. Detestava cozinhar, embora cozinhasse bem, e tudo o que pudesse ajudar às coisas da cozinha era muito bem-vindo. E a máquina de lavar roupa? Uma das melhores invenções deste mundo. Sim, porque lavar roupa à mão exige um bom braço de força, não é tão fácil e rápido assim. Neste contexto, lembro-me também de enfiar a roupa toda numa banheira com água e detergente, deixar de molho algum tempo, e depois ter de esfregar e mudar a água duas vezes para tirar o detergente… era trabalhoso! Fazia-se, mas as máquinas vieram ajudar imenso esta parte. Na Alemanha já havia na altura centros de lavagem de roupa como os há hoje em quase todo o Portugal. A única desvantagem era que tinha de levar um saco pesado até lá e trazê-lo de volta para casa, não tinha carro para facilitar o transporte. Voltando aos tempos mais lá atrás… e a primeira vez que a minha mãe usou calças? Contava ela que foi extremamente criticada por isso. E, não muito tempo depois, já imensas mulheres de várias idades vestiam calças. Na verdade, a minha peça de roupa favorita! Mais tarde, já adolescente, pelos 14 ou 15 anos, como irmã mais nova, a minha mãe, para reutilizar a roupa e evitar os gastos, queria obrigar-me a vestir a roupa que já não servia à minha irmã. Isso é que não! Até porque eu era de cores clássicas e a minha irmã sempre aberta às cores garridas da moda mais os folhos da tendência. Lá tinha de gastar em roupa nova! Hoje, não há vez que troquemos de roupa e até calçado quando nos visitamos reciprocamente, na verdade, até levamos os saquinhos das trocas para o fazermos se o encontro for em casa do “manocas”!! A sensação é sempre de roupa nova e os gostos estão muito mais parecidos agora! Mas eu continuo mais clássica e a minha irmã sempre moderna e atualizada! Penso que fiquei com a vertente clássica e a minha irmã com a vertente mais moderna da mãe neste contexto! Nas ideias e nos conceitos, a mãe também era muito moderna, não propriamente feminista, mas sempre a defender as mulheres, a sua independência e os seus direitos em relação aos homens. O que nos diferencia é bem mais pequeno do que aquilo que nos assemelha, e isso tem de ser considerado. Somos seres humanos, todos! As diferenças são tão mínimas, e as semelhanças tão grandiosas! E poder-se-ia fazer algo de grandioso e maravilhoso para todos nós, enquanto seres humanos, em conjunto, com sabedoria, com boa vontade, com aquilo que nos torna diferentes dos restantes animais: o poder de crítica e o poder de mútuo consenso, de mútuo respeito, de mútua justiça. E a mãe ensinou-nos tudo isto, mesmo sem saber e com todos os seus defeitos, porque a sua essência transvasava isto. E, como a mãe, igualmente as minhas tias e avós, mesmo pertencendo a tempos mais antigos ou do tempo da mãe. As mulheres da minha família são todas umas heroínas! Mas, na verdade, todas as mulheres são o resultado das mulheres de todas as famílias! E duvido que haja uma mulher que não queira ser vista, sentida e considerada simplesmente como um ser humano! A evolução humana deve ir neste sentido, na abertura ao ser humano, à vida, ao conjunto, auxiliada pelas máquinas, sim, mas somos todos vida e temos a obrigação de respeitá-la, preservá-la e criar condições dignas para todos! Para isso, temos aquilo que nos define como animais racionais… a orientação do raciocínio é está doente… a reorientação e realinhamento em vista da vida digna para todos os seres vivos é pertinente e urgente!

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