Salto da cama meio atordoada e dou comigo num sítio completamente novo, airoso, solarengo, quentinho, confortável… e recebo uma sms repentina a dizer “Por volta das 4, 4 e meia, provavelmente ainda nos encontramos lá”… Que raio será isto?
Ó, pois…! Estou no Brasil, depois de uma viagem tormentosa, cheia de nuvens e ventos, durante a qual conheci um rapaz, um rapaz iluminado. Muito simpático, vinha também para aqui. E assim se passou o tempo no avião a conversar, fisgando olhares de surpresa «Sim… a sério? Não digas…», de compreensão «Pois, pois… as coisas são mesmo assim!», de entusiasmo «Claro! Vamos combinar», de algum embaraço «Desculpa, podes chegar-me aquela revista?» e, para não fugir ao costume dos costumes, de engate «Foi muito bom ter-te conhecido. Posso ficar com o teu contacto?». E o derradeiro olhar, aquele de alegria e corroboração da paixão «Liga-me, tá?».
Ah… o Brasil… O ar tem qualquer coisa de “contagiante”.
Eu nem sei muito bem onde estou. Não tenho grande informação sobre o local. Tomo um duche e vou, depois, até ao turismo aqui do hotel para me dar umas luzes sobre por onde devo começar.