A vida é um emaranhado de ações, reações e acontecimentos. Por vezes, todos os traços parecem estar devidamente alinhados e definidos e, de repente, acordamos de manhã com a impressão de que tudo está intrincado ou, se calhar, ao contrário, tudo parece estar totalmente desligado, ou algumas pontas estão soltas, não se lhes conseguindo estabelecer o elo. Neste quadro incluem-se as nossas ideias, pensamentos, divagações e estados de sentir. Incluem-se ainda as vontades e “não-vontades” e o cenário completa-se, afinal, de alguma forma enredado. É inevitável, porque todos estamos uns com os outros e presenciamo-nos, sentimo-nos, mesmo quando estamos distantes. Não é fácil ouvir a nossa intuição e seguir o caminho que ela apresenta, e mesmo que a ouçamos, nem sempre é viável libertarmo-nos por forma a seguir esse percurso que eu diria “etéreo”. Então, cingimo-nos aos nossos “deveres, pensares e viveres” e guardamos o “etéreo” num recanto do sentir e viver íntimo que é, no fim, o que nos vai dando alento. Foi neste “pulsar” que comecei a escrever, em forma de breve relato, passagens imaginárias que dão relevo essencialmente à interrelação pessoal, algo para mim essencial ao Ser. Dar abertura ao mundo é darmo-nos a oportunidade de não estarmos sozinhos, mesmo que o estejamos, pelo menos, aparentemente. Por vezes, culpamos os outros de estarmos sozinhos e não nos damos conta que, num mundo em que se fala tanto do predomínio das “malfadadas depressões”, a escolha de (não) estarmos sós é, na verdade, nossa, de cada um. Fica, então, a iniciativa por conta de cada um…
Vou postando pequenas passagens... com tempo... afinal, antes de tudo, eu tenho de trabalhar ![]()