Lá longe vejo o horizonte. Vejo balões a subir e a navegar para os lados, são balões de várias cores a rolar pelo céu azul escuro em fundo vermelho. Balões que saltitam e trocam de lugar uns com os outros, descem a velocidade intensa para serem projetados para cima e para longe, balões que formam pontos pequenos quase impercetíveis, cobertos por outros em primeiro plano, grandes, promissores de grandes aventuras e desempenhos, a ostentar vigor e turbulência desafiante. Sinto o calor do fogo e o vento, olho para trás e contemplo outro horizonte. Um horizonte de cor escura intensa aveludada que me acarinha a face, que não quero largar, esquecer, mas sem voltar. Lá em baixo é tudo muito pequenino, tenho ideia de ver o mundo, senti-lo e abraçá-lo e sei que estou no meu balão, que também ele voa por um carril cujo destino desconheço, mas sei que é meu. Sem saber, optei por este carril numa seleção infindável de carris. Os outros vejo-os ali, perto e ao longe a guiar aqueles balões. Mas hoje é este o meu balão, aqui e agora.
O cubo mágico. Lá longe…
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Publicado 14-05-2026
• O cubo mágico
Gabi
1 min