No hotel! Continuo a tentar interpretar “oportunidade”. No momento de dizer «Queria a melhor suite disponível no hotel, por favor!», tudo me parece ousado e perverso. Reajo.
- Para mim, queria um quarto virado para o centro, obrigada!
Olhos de revolta face à “traidora”, sinto todo o sussurrar da palavra a transpirar do meu corpo «TRAIDORA».
- Não me leves a mal, por favor, eu mal te conheço e… daí que… não consigo ir por aí com tanta leveza… afinal!
Tento uma redenção mal-amanhada. Ouço o génio da lâmpada que diz por fim:
- Seu desejo é uma ordem, minha senhora! Queria, então, a tal suite e o tal quarto, por favor.
Sacudo o constrangimento, endireitando as costas, reposicionando os ombros no seu lugar… olho diretamente para Rodni e apago qualquer vestígio de vergonha com uma cara alegre, em paz, consciente da ação. Obtenho o mesmíssimo feedback! Fenomenal!
Vou para o meu quarto, Rodni sobe para a sua enorme suite. «Até já, no sítio combinado», dizemos em consonância.