Estou no aeroporto outra vez. Adorei estar aqui e já muito me aconteceu. Não sei se virá despedir-se de mim. Terá ficado desiludido? Zangado? Confuso? Não sinto vibrações deste tipo vindas dele.
Ali vem… aquele ar desprendido, passo largo mas cadente, a cruzar sensualmente os dedos pelo cabelo e a olhar para mim fixamente, a largar um sorriso salientado por uma expressão que transparece um «não percebo, mas compreendo». Abraça-me sem pedir licença, aperta-me, roçam unidos os pescoços a quererem contornar um e outro.
Paixão mansa, querida e compreendida. Beijo colado e longo, simples.
- Escreve-me. Tenho o teu mail.