Decido ir embora de comboio, para não perder os últimos suspiros sobre toda aquela paisagem, ao longo de campos e montes, e castelos e lagos, baseados num sentimento de nostalgia fantasiada.
O último lanche ajantarado foi oferecido por Mary e Jim, num ritual de amizade a preservar e ficou a promessa de uma visita à terra lusitana.
O comboio parte. Sigo até à cidade da luz! Já lá estive. Não senti essa luz, foi num inverno, e estava era muito frio. Não vejo a hora de entrar no túnel das tormentas… assaltam-me pensamentos de tortura sobre desastres, coisas horríveis que podem acontecer enquanto estou lá em baixo…
Recosto-me na cadeira e continuo a pintar quadros de vidas simples do “countryside” sob aquele céu tão cinzento quanto azul singelo.