Aquele abraço! Eu precisava daquele abraço. Aquele abraço tão almejado. Só isso!
Eu sou o beijo e o abraço. Eu sou aquele momento mágico que não precisa de se repetir todos os dias, porque quando acontece perdura até ao próximo.
Mas tem de lá estar. O momento mágico, e mágico significa saído da mais profunda cavidade da alma, e a magia só ganha sério significado se for sentida e mantida.
Eu sou aquela pessoa que gosta de se sentar no sofá, com um ponto de luz apenas, a ler um livro que me ajude a repensar, a lavar, a aprender, a reciclar, a selecionar, a restaurar...
A alma não se deita fora, ela recicla-se, e para a reciclagem ser de qualidade, ela tem de agradar o próprio. E, depois, ela viaja.
Eu sou a pessoa que gosta de preencher um vazio de férias premeditado a ver um filme... um filme que me ajude a entrar no estado de pausa, de autoconvívio, de magia quase a acontecer. E, se eu o for assim, tal e qual, ela acontece e deixa-me tão confortável.
Aceito e abraço o momento para o conservar, preencho a tal cavidade. Para todo o sempre. Para viajar com ela pelo infinito.
Assim me permito não permitir o que não sou e não quero ser.
Assim me permito estar e sentir o que sou verdadeiramente.
O amor é quando sou isso tudo que fui, sou e quero ser.